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Dois acusados de matar três policiais no Ceará são absolvidos dez anos após crime

Três policiais militares foram mortos e quatro policiais civis baleados durante troca de tiros com quadrilha de roubos a carros-fortes em Quixadá, em junho de...

Dois acusados de matar três policiais no Ceará são absolvidos dez anos após crime
Dois acusados de matar três policiais no Ceará são absolvidos dez anos após crime (Foto: Reprodução)

Três policiais militares foram mortos e quatro policiais civis baleados durante troca de tiros com quadrilha de roubos a carros-fortes em Quixadá, em junho de 2016. Reprodução Dois homens acusados de matar três policiais militares, além de sequestrar outros dois agentes, na cidade de Quixadá, no interior do Ceará, foram absolvidos em um julgamento realizado nesta quinta-feira (26) na 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. A sentença veio quase dez anos após o crime, realizado em junho de 2016. Jovanny Rodrigues Pinheiro e Veridiano Rabelo Cabral Júnior foram apontados como integrantes de uma quadrilha de roubos a carros-fortes. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Ceará no WhatsApp Eles foram acusados de 21 crimes: 3 homicídios duplamente qualificados (para assegurar a vantagem de outro crime e contra autoridade); 5 tentativas de homicídio; 2 sequestros; 7 roubos majorados; 3 adulterações de sinal identificador de veículo automotor; organização criminosa. No julgamento, o Conselho de Sentença inocentou Jovanny e Veridiano de todas as acusações. Segundo a defesa dos acusados, eles foram presos há oito anos. Júri popular absolveu, em 2024, outros dois acusados de matar policiais Ao g1, a defesa informou que “a absolvição foi o restabelecimento da verdade e alerta como narrativas mentirosas destroem vidas. A família de Veridiano Cabral foi destruída sem oportunidade de se defender. Contudo, a absolvição de Veridiano Júnior foi o resgate da dignidade dos que aqui estão”. Mortes dos policiais A ação que terminou na morte de três policiais militares e quatro policiais civis baleados ocorreu em junho de 2016. Na ocasião, os agentes trocaram tiros com 15 assaltantes que interceptaram um carro-forte na localidade de Uruquê, entre os municípios de Quixeramobim e Quixadá, no Sertão Central do Ceará. Armados com escopetas e fuzis, os ladrões renderam os seguranças e pegaram o dinheiro. Logo em seguida, efetuaram vários tiros contra o carro-forte e atearam fogo no veículo. Os criminosos fugiram em um carro de polícia logo após os crimes, levando outros dois PMs como reféns, que foram liberados em uma estrada na saída do município. Outras fases do processo Ao todo, 11 réus foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará por participação nesses crimes. Um deles, José Massiano Ribeiro, foi condenado a 123 anos e 4 meses de prisão. A sentença foi definida em 2021. Considerado um dos criminosos mais procurados do Ceará, José Massiano ficou foragido por três anos e foi capturado em 2019, em Bom Jesus, a 600 km de Teresina, no Piauí. Na época, a Polícia Civil informou que ele era motorista e olheiro de um grupo criminoso envolvido em assaltos a carros-fortes. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal negou um recurso da defesa de Jovanny Rodrigues Pinheiro, que havia pedido a revogação da prisão preventiva. À época, o ministro Gilmar Mendes julgou que a prisão do acusado era justificada para garantir a ordem pública, considerando as circunstâncias em que os crimes foram praticados e a periculosidade do acusado. Em 2024, outros dois acusados foram absolvidos após julgamento realizado em Fortaleza: David William Lázaro e João Victor da Silva. Apesar das acusações, o júri popular, formado por sete pessoas, decidiu absolver os dois acusados. O crime de sequestro, atribuído a João Victor, teve a punibilidade prescrita, já que o réu era menor de 21 anos na época do crime. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: